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Vital - saúde preventiva

O Vital é um produto desenvolvido com a missão de ajudar as pessoas a terem uma vida mais saudável, tornando o cuidado com a saúde um processo ativo, contínuo e acessível.

O desafio partiu da observação de que a maioria das pessoas só busca atendimento médico quando algo já não vai bem, enfrentando dificuldades de acesso e orientação — seja pela falta de plano de saúde, situação financeira ou pela dificuldade em encontrar profissionais disponíveis.

Nesse projeto atuei como UX e UI designer em todas as etapas do processo, numa equipe de 4 designers no total. Desde a pesquisa com usuários, análise de hábitos e dores, até a criação de fluxos, wireframes, protótipos no Figma e testes de usabilidade. Uma forma de entender como funciona cada etapa. Esse projeto teve duração de 1 ano e 3 meses.

Objetivo do produto:

Criar um app que centralize o cuidado preventivo e facilite o acesso a profissionais e serviços de saúde.

Proposta da solução:

O app ofereceria acompanhamento com médicos, nutricionistas e personal trainers, além de parcerias com clínicas, hospitais e laboratórios.

🧠 Estratégia

Foi necessário um planejamento estruturado para entender por que o cuidado com a saúde preventiva ainda é pouco praticado e como um app poderia facilitar esse processo.

Desde o início, o objetivo foi evitar uma solução focada apenas em fitness ou acompanhamento pontual. A proposta evoluiu para um produto digital voltado à saúde preventiva, capaz de atuar como um ponto de contato contínuo entre usuários, profissionais de saúde e serviços parceiros.

Os passos estratégicos foram:

Imagem do projeto

Essas diretrizes orientaram as próximas etapas de pesquisa, ideação e design.

🔍 Pesquisa

Para compreender melhor o comportamento das pessoas em relação à saúde preventiva, foi realizada uma pesquisa exploratória com foco em hábitos, dificuldades e motivações ligadas ao autocuidado.

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Antes das entrevistas, organizamos certezas, suposições e dúvidas na Matriz CSD. Essa etapa ajudou a transformar percepções iniciais em perguntas de pesquisa, orientando a investigação sobre rotina, motivação e barreiras para o cuidado preventivo.

Foram aplicados um questionário online e entrevistas individuais com pessoas de diferentes idades e estilos de vida. O objetivo era identificar como elas cuidam da saúde atualmente, quais desafios enfrentam e o que as impede de manter uma rotina equilibrada.

A análise das respostas revelou padrões importantes sobre o comportamento dos usuários em relação ao cuidado preventivo, a qual confirmou nossas certezas e suposições da primeira matriz CSD construída antes das entrevistas:

Imagem do projeto

Esses achados ajudaram a definir as personas, mapear as jornadas e direcionar o design de uma experiência mais simples, humana e integrada ao dia a dia.

✨ Síntese dos achados

Com os dados da pesquisa organizados, criamos artefatos como persona, jornada do usuário e service blueprint para sintetizar comportamentos, dores e oportunidades. Após avaliar quatro personas iniciais, a equipe definiu Matheus Menezes como persona principal, concentrando a experiência em um perfil mais alinhado à proposta do Vital.

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Matheus procura um app de saúde ao perceber que a rotina desorganizada está afetando sua energia e produtividade.

Principais barreiras:

  • rotina desorganizada;
  • frustração com metas rígidas;
  • cansaço;
  • culpa por não manter consistência;
  • dificuldade com apps exigentes.
  • No final, Matheus quer sentir controle, leveza e progresso sustentável na própria rotina.

    💡 Ideação/Priorização

    Por meio da Arquitetura da Informação, mapeamos as principais seções do aplicativo, fluxos de navegação e relações entre telas, sempre considerando as necessidades do usuário e a facilidade de uso. A imagem a seguir representa visualmente essa estrutura, servindo como base para o desenvolvimento do design de interface e da experiência do usuário.

    Imagem do projeto

    E como forma de priorização principal, foi utilizada uma matriz de impacto x esforço considerando quais funcionalidades teriam maior valor para o usuário e maior viabilidade para um MVP. Essa análise ajudou a definir quais ideias deveriam entrar na primeira versão do produto e quais poderiam ser evoluídas em etapas futuras.

    Imagem do projeto

    O benchmark mostrou que os concorrentes se concentram em nichos específicos, como atividade física ou alimentação, mas poucos conectam prevenção, acompanhamento contínuo e orientação profissional em uma experiência simples. Isso reforçou a decisão de priorizar um app mais integrado e acessível.

    Principais aprendizados do benchmarking:

    Imagem do projeto

    Esses aprendizados reforçaram a proposta do Vital como uma solução de saúde preventiva all-in-one, com foco em centralizar cuidados, reduzir barreiras de acesso e tornar o acompanhamento da saúde mais simples, contínuo e personalizado.

    Decisões de escopo

    Priorizamos funcionalidades ligadas ao cuidado preventivo como conteúdos sobre saúde e lembretes, e ao acesso rápido aos serviços principais como monitoramento de hábitos. Recursos mais complexos como integragração de profissionais da saúde e conexão com wearables foram deixados para etapas futuras para manter o MVP viável.

    Com isso, o fluxo inicial ficou mais simples e com menos barreiras para o primeiro acesso, concentrando a primeira versão do produto no essencial para validar a proposta com os usuários.

    Wireframes e solução

    As telas de baixa fidelidade, foram desenvolvidas ainda em tons de cinza para que o foco do usuário fosse o fluxo de cada tarefa no teste de usabilidade, e não o visual.

    Acesse todas as telas aqui

    🎨 Design

    Com o escopo do MVP definido e os fluxos principais estruturados, iniciamos a construção da interface de alta fidelidade. O principal objetivo foi criar uma experiência intuitiva, acolhedora e consistente, alinhada à proposta do Vital de simplificar o cuidado com a saúde preventiva.

    Imagem do projeto

    Para garantir consistência visual ao longo da experiência, desenvolvemos um guia de estilo com as principais definições de cores, tipografia e componentes da interface.

    A paleta foi construída com tons de roxo e violeta como cores principais da marca, aplicadas em elementos de destaque, botões, navegação e interações. Tons neutros foram utilizados para manter a leitura leve e organizada, enquanto cores semânticas apoiam mensagens de sucesso, alerta, erro e informação.

    Na tipografia, utilizamos a família Inter, escolhida por sua boa legibilidade em interfaces digitais. A escala tipográfica foi organizada para criar hierarquia entre títulos, textos, botões e informações de apoio.

    Imagem do projeto

    Além da paleta de cores e tipografia, foram definidos componentes reutilizáveis e padrões de interação que contribuíram para uma experiência coesa e para a colaboração entre designers e desenvolvedores.

    Imagem do projeto

    A primeira experiência foi pensada para transmitir acolhimento e simplicidade, introduzindo a proposta de cuidado preventivo de forma leve.

    Imagem do projeto

    O fluxo de entrada foi mantido simples para reduzir barreiras no primeiro acesso e a facilidade do cadastro social, possibilitando o registro do usuário em poucos cliques .

    Imagem do projeto

    O questionário inicial ajuda a entender hábitos, objetivos e necessidades do usuário, permitindo uma experiência mais direcionada desde o início.

    Imagem do projeto

    O dashboard centraliza pequenas ações de cuidado, permitindo que o usuário acompanhe hábitos e registre informações sem esforço excessivo.

    Imagem do projeto

    A área de teleconsultas aproxima o usuário de profissionais de saúde, conectando prevenção, orientação e acompanhamento.

    Imagem do projeto

    Os relatórios ajudam o usuário a visualizar sua evolução e perceber o impacto das pequenas ações na rotina.

    Imagem do projeto

    ✅ Testes e Aprendizados

    Foram realizadas duas rodadas de testes de usabilidade, a primeira com o protótipo de baixa fidelidade e a segunda com o protótipo de alta fidelidade, após os ajustes nos fluxos. Ambas foram conduzidas pela plataforma Useberry, após uma breve orientação aos participantes sobre como navegar pelo protótipo e executar as tarefas propostas.

    A análise foi orientada pela metodologia HEART (Happiness, Engagement, Adoption, Retention e Task Success), considerando tanto a percepção dos usuários quanto o desempenho nas tarefas.

    Imagem do projeto

    1ª Teste Baixa fidelidade

    A primeira rodada de testes foi realizada com 6 participantes, antes da definição visual da interface. O objetivo era validar a estrutura inicial dos fluxos, entender se a navegação estava clara e identificar possíveis pontos de fricção antes de avançar para a alta fidelidade.

    Os testes foram realizados no Useberry, após uma breve orientação sobre o funcionamento da plataforma. A partir das interações dos participantes com o protótipo, foi possível observar dúvidas, caminhos percorridos e pontos de fricção nos fluxos.

    No protótipo de baixa fidelidade, identificamos que 3 participantes tiveram dificuldade para encontrar a opção de reagendar uma consulta. A funcionalidade estava localizada dentro do card de teleconsultas, o que reduzia sua visibilidade e dificultava a descoberta. Além disso, todos os participantes demoraram para encontrar a área de “Relatórios”, que estava localizada na seção Perfil.

    A partir desses achados, entendemos a necessidade de tornar as ações mais importantes mais visíveis e acessíveis, especialmente aquelas relacionadas ao acompanhamento e continuidade do cuidado.

    2ª Teste Baixa fidelidade

    Após os ajustes identificados na primeira rodada, evoluímos o protótipo para alta fidelidade, tornando ações importantes mais visíveis e reorganizando fluxos que geraram dúvidas, como o reagendamento de consulta. Nessa etapa foram 5 participantes convidados. No entanto, 1 participante não conseguiu carregar o site e não iniciou o teste. Dessa forma, a análise das tarefas foi considerada com base em 4 participantes efetivos.

    Na rodada de alta fidelidade, todos os participantes que conseguiram realizar o teste consideraram o app fácil de usar e demonstraram interesse pela solução. Um dos participantes, inclusive, explorou espontaneamente exercícios que não faziam parte das tarefas propostas, o que reforçou o potencial do app como ferramenta de apoio à rotina de autocuidado.